terça-feira, 20 de junho de 2023

Livro " Mãe de Viado ", de Talita Menezes é lançado na OAB-RJ



Lançamento do livro é realizado com sucesso na OAB




                                  O lançamento do livro “Mãe de Viado”, aconteceu com sucesso, no hall do plenário da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro, com a presença do grupo Mães da Resistência e das sócias da empresa Metanoia, editora do livro, além de  amigos e familiares.

                               Após a autora Talita Menezes autografar os livros adquiridos pelos convidados presentes, houve discursos do grupo Mães da Resistência e das sócias da editora Metanoia.

                             O “ponto alto” do lançamento se deu quando o protagonista RAFAEL PEREIRA usou da palavra para contar sua história, que deu origem ao livro.

                            Tendo como episódio central uma foto tirada em meio à manifestação de rua, onde mãe e filho aparecem com as inscrições “viado” e “mãe de viado” na testa, o livro fala do amor materno e do amadurecimento da família, diante do preconceito existente na sociedade contra pessoas *LGBTQIAPN+*. 

                        Tendo por público-alvo as famílias que possuem membros considerados LGBTQIAPN+*, busca-se uma linguagem informal e acolhedora, para que todos se sintam abraçados, pois não estão só. 

                      Exercitar o amor passa pela desconstrução dos conceitos que aprendemos, substituindo-os por novas perspectivas, que tenham por base o respeito ao próximo e o entendimento de que a diversidade faz parte da natureza humana.

                  O Livro “Mãe de Viado” encontra-se disponível no site da editora Metanoia e será igualmente lançado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Em breve também estará disponível em livrarias do Rio de Janeiro.

                "Esse livro é dedicado às famílias,  e espero que todas se sintam abraçadas" , declarou a autora Talita Menezes.













































terça-feira, 13 de junho de 2023

Lançamento do livro Mãe de Viado nessa quarta na OAB

 


                                Talita Menezes lança o livro Mãe de Viado na OAB-RJ








       A Advogada e professora universitária de Direito Civil da UFRRJ, Talita Menezes, lança o seu livro "Mãe de Viado", nessa quarta-feira, às 16h, na sede da OAB, no Rio de Janeiro.


      O Livro surgiu quando foi a um protesto em 2018 contra Jair Bolsonaro, para apoiar o filho, vitima de Homofobia, que colocou na testa a palavra "Viado".  Ela, então, colocou também na testa " Mãe de Viado ", e foi à passeata, para apoiá-lo. e A foto viralizou na mídia e nas redes sociais.


     “Ele queria se manifestar e eu, como mãe, fiquei preocupada. Pedi que não fizesse aquilo, fiquei com medo de que ele fosse agredido. Ele insistiu, disse que era liberdade de expressão. Então, pensei: ‘Não vou deixá-lo sozinho’. Pedi que a amiga que estava conosco escrevesse “Mãe de viado” na minha testa. Pronto, agora ninguém mexe com meu filho”, diz Talita.


      Quando o Rafael falou, no sábado, para a amiga dele colocar escrito “viado” na testa dele, a minha primeira reação foi: “Rafael, não, filho, para que você vai colocar isso aí?”. Ele disse: “Mãe, nós estamos indo para uma manifestação.” E aí ele tem todo o discurso. Eu perguntei: “E por que não 'gay', em vez de 'viado'?”. E ele: “Porque é de 'viado' que me xingam, é de 'viado' que me chamam. Eu estou me apropriando disso. Quando eu coloco na minha testa 'viado', eu tiro o poder deles. Eu estou tirando a palavra da boca dessas pessoas.” E aí eu não tenho argumento, né? Porque eu não vou ensinar o meu filho a ser covarde, a não se manifestar. Eu não sei se importa, mas eu tenho um histórico familiar. Meu pai foi preso em 1973 e solto em 1979.", conta a escritora Talita Menezes


      Tendo como episódio central uma foto tirada em meio à manifestação de rua, onde mãe e filho aparecem com as inscrições “viado” e “mãe de viado” na testa, o livro fala do amor materno e do amadurecimento da família, diante do preconceito existente na sociedade contra pessoas LGBTQI+. Com foco nas famílias que possuem membros LGBTQIA+, busca-se uma linguagem informal e acolhedora, para que todos se sintam abraçados, pois não estão só. Exercitar o amor passa pela desconstrução dos conceitos que aprendemos, para substituí-los por novas perspectivas, que tenham por base o respeito ao próximo e o entendimento que a diversidade faz parte da natureza humana.


      Talita Menezes do Nascimento nasceu em Marechal Hermes e cresceu na região Leopoldinense. Vinda de uma família simples, aos 22 anos, formou-se em Direito na Faculdade de Direito Cândido Mendes, passando a se dedicar ao exercício da advocacia. Casou-se em 2000 com Fabio Pereira, com quem teve Rafael e Felipe. Defendeu sua dissertação no Mestrado em Direito em 2003, quando Rafael completou um ano de idade. Desde 2004, além da advocacia, leciona na graduação de Direito, sendo, atualmente, professora adjunta da UFRRJ. Há anos, divide o tempo de trabalho com a família e o voluntariado na OAB/RJ, assim como na instituição que ajudou a criar, ASAPA, para apoio a casas de acolhimento. Desde 2018, é militante LGBTQI+. 


      Após a pandemia, vem-se dedicando ao estudo do Direito Sistêmico, para que sua atuação profissional possa auxiliar na cura das relações familiares


     Talita Menezes é autora do livro, advogada, conselheira seccional, professora, mãe, membro do coletivo Mães pela Diversidade.


Lançamento do livro "Mãe de viado"


Data e hora: 4ª-feira 14/06/2023 às 16h

Local: OABRJ 

Plenário Antônio Modesto da Silveira

Avenida Marechal Câmara, 150 - 9º andar

Acesso Gratuito

                           

     





                    



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Masterclass com Ruy Guerra seguido de exibição de filme com debate no estação Net Botafogo agrada muito

        

 Masterclass com Ruy Guerra e exibição de filme com debate encanta o público  




 

         A Masterclass  do Cineasta Ruy Guerra, com exibição do filme “ A Bela Palomera ”, em 35MM, presente o Diretor e seguida de debate ao final foi um Sucesso.

         O evento foi organizado e produzido pelo Diretor Cavi Borges, no badalado cinema Estação Net Botafogo, é constituído sempre por uma Masterclass, seguida pela exibição de um filme do Diretor a cada dia da semana, encerrada com debate ao final e apresentação de Matheus Fortuna, além do próprio Cavi Borges.

          Na quarta-feira, 08 de fevereiro, tivemos Ruy Guerra e suas histórias de vida e de filmes, em encontro inusitado com Gabriel Garcia Marques e seus quatro projetos juntos realizados.

            A  dobradinha Masterclass e  exibição do filme e debate com Ruy Guerra começou com o filme “O Estorvo”, no dia 1° de fevereiro, e “Os Cafajestes”, na quarta-feira, 15 de fevereiro, presente Daniel Filho no debate.

                Na próxima quarta, 01 de março, será exibido o filme " Os Deuses e os Mortos " , as 19h, com debate e aula de Ruy Guerra, as 21h .
            
           



A BELA PALOMERA
Final do século XIX. Orestes (Ney Latorraca) é o respeitado dono da maior fábrica de aguardente de Paraty, no Rio de Janeiro. Solteiro convicto, ele se apaixona por Fúlvia (Claudia Ohana), uma jovem criadora de pombos. Como ela é casada, os amantes usam as aves para se comunicar, escondendo o romance pelo máximo de tempo possível para evitar uma tragédia.

1987 / 1h 18min / Drama
Direção: Ruy Guerra
Roteiro Ruy Guerra, Gabriel García Márquez
Elenco: Claudia Ohana, Ney Latorraca, Tonia Carrero
Título original: “Fábula de la Bella Palomera”



A BELA PALOMERA
Final do século XIX. Orestes (Ney Latorraca) é o respeitado dono da maior fábrica de aguardente de Paraty, no Rio de Janeiro. Solteiro convicto, ele se apaixona por Fúlvia (Claudia Ohana), uma jovem criadora de pombos. Como ela é casada, os amantes usam as aves para se comunicar, escondendo o romance pelo máximo de tempo impossível para evitar uma tragédia.

1987 / 1h 18min / Drama
Direção: Ruy Guerra
Roteiro Ruy Guerra, Gabriel García Márquez
Elenco: Claudia Ohana, Ney Latorraca, Tonia Carrero
Título original Fábula de la Bella Palomera



















Próxima quarta - dia 1 de março, seguimos com a MASTER CLASS de RUY GUERRA.

19H - exibição do filme "OS DEUSES E OS MORTOS" ( 1970)
21h - Aula + Debate sobre o filme

Para se inscrever entrar em contato pelo whatsup: 21-980130885

Valor da entrada: 80 reais.

VAGAS LIMITADAS!!!!








sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Como se livrar de um cadáver estreia na Sede das Cias

 Diretor premiado inova na montagem 




              “Como se livrar de um cadáver”,  peça de Ionesco  estreia nessa sexta-feira, 13 de janeiro, na Sede Cia dos Atores, com 23 atores em cena, numa nova proposta dirigida por Ricardo Santos.

            A Peça teatral  escrita por Eugène Ionesco, escrito em 1954, traz uma montagem inovadora, proposta pelo diretor, que remete ao momento atual.

                 A peça narra a história de um casal que permanece 15 anos sem sair de casa, que tem o seu espaço invadido por um cadáver, que cresce de forma geométrica.

               Ricardo Santos foi indicado ao Prêmio Shell 2019 pelo espetáculo O Rinoceronte, baseado em um texto de Ionesco. Em 2022, dirigiu a elogiada peça “Cuidado quando for falar de mim”, que propõe reflexões acerca das relações afetadas pelo HIV.

         Como se livrar de um cadáver fica em  temporada de 13/01 a 30/01,  ás Quintas, sextas, sábados e segundas às 20h e domingo às 19h, Sede Cia dos Atores.

            O elenco  conta com Álvaro Sagulo, André Dale, Camila Koschdoski, Daniel Pereira, Eduardo Bomfim, Érida Castello Branco, Hikari Amada, Isabel Eiko, Jansen Castellar, Jorge Hissa, Larissa Casale, Mabê Paiva, Maisa Oliveira, Marcella Freire, Maria Fabíola, Maria Lucas, Nando Brandão, Tayê Couto, Thais Müller, Vinícius Teixeira, Wallace Lau e Whiverson Reis.



FICHA TÉCNICA:

Texto: Eugène Ionesco
Direção: Ricardo Santos
Direção Musical: Rodrigo Marçal
Desenho de Luz: Eugenio Oliveira
Supervisão de dramaturgia: Carolina Lavigne
Figurino: Thaís Muller
Programação Visual: Igor Gouvêa
Fotos: Nando Machado
Assistente de Direção: Wallace Lau
Preparação Corporal: Maisa Oliveira
Assessoria de Imprensa: Júlio Luz


Temporada: 13/01 a 30/01
Horário: Quinta, sexta, sábado e segunda às 20h – Domingo às 19h.
Local: Sede Cia dos Atores – Escadaria Selarón, Rua Manuel Carneiro, 12.
Ingressos: R$20 (meia), R$ 40 (inteira).
Classificação Etária 16 anos
Duração: 80 minutos
Capacidade: 67 lugares
Venda no site da Sympla
https://www.sympla.com.br/produtor/julioluz




domingo, 25 de dezembro de 2022

Então é Natal... E o que você fez ?

  Então é Natal




           “ Então é Natal e o que você fez ? Mais um ano acabou… “ , o ano vai terminando e o que fizemos, para melhorar o Mundo ?


              Natal é o nascimento de Jesus Cristo, filho de Deus, que veio ao Mundo com a missão de trazer amor e paz e foi julgado, condenado e morto pelo ódio, ganância e pela maldade humana. 

            Happy Xmas (War Is Over) (feat. Yoko Ono)" composta por John Lennon e Yoko Ono, lançada em dezembro de 1971.

                   John Lenon e Yoko, na verdade, fizeram uma  música natalina, um manifesto pela paz e que protestava contra a estúpida guerra (existe guerra que não seja estúpida?) do Vietnã.


            Natal quer dizer espírito de amor... um tempo quando o amor de Deus e o amor dos seres humanos deveriam prevalecer acima de todo o ódio e amargura... um tempo em que nossos pensamentos, ações e o espírito de nossas vidas manifestam a presença de Deus.


               Hoje é o dia da paz universal, do amor entre os homens e da fé no impossível; hoje é dia de dizer que sim, Papai Noel existe e ele está no seu gesto, esse capaz de fazer valer tudo o que o espírito natalino inspira. 

              Assim sendo, faça, tenho certeza que o bem sentido lhe dará uma tremenda sensação de alegria e leveza. Jesus agradece.


Então é Natal
E o que você fez?
Mais um ano acabou
E um novo apenas começou

E então é Natal
Eu espero que você se divirta
Para o próximo e o querido
O velho e o jovem

Um Feliz Natal
E um feliz ano novo
Vamos esperar que seja bom
Sem qualquer medo

E então é Natal
Para fracos e fortes
Para os ricos e os pobres
O mundo é tão errado

E assim, feliz natal
Para o preto e para o branco
Para amarelos e vermelhos
Vamos parar toda a luta

Um Feliz Natal
E um feliz ano novo
Vamos esperar que seja um bom
Sem qualquer medo

E então é Natal
E o que fizemos?
Mais um ano acabou
E um novo apenas começou

E então é Natal
Eu espero que você se divirta
O próximo e querido
O velho e o jovem

Um Feliz Natal
E um feliz ano novo
Vamos esperar que seja um bom
Sem qualquer medo

A guerra acaba
Se você quer acabe
A guerra acabou
Agora


        Vegetariano e espiritualizado, católico e budista, faço Pai Nosso e Ave Maria, recito mantra budista, medito , não como carne. Natal é dia de paz e amor, ninguém deveria comer carne. 

           Todos nós deveríamos pedir perdão pelos erros e pecados. E, ao menos, tentar ser melhor.
 Se não puder não comer carne, fazer o bem, se nem isso puder, ao menos não prejudicar o próximo.  


"Glória a Deus nas alturas,
e paz na terra aos homens
aos quais ele concede
o seu favor". 

Lucas 2:14


Por um Mundo com mais Amor, justiça, benevolência e Paz, 

Fé e Esperança sempre, 
Amém, NMRKY e Gratidão !!!

Feliz Natal !!!
Kadu Flu

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Lançamento de “O Céu no meio da cara” é sucesso, e vai virar filme e peça teatral

Livraria da Travessa ficou lotada.




         O lançamento do livro “O Céu no meio da cara”, de Julia Portes, na segunda-feira, 12 de dezembro, na Livraria Travessa, em Ipanema, contou com muitas pessoas e foi muito elogiado.


         O evento começou com bate-papo do professor e performer Caio Riscado, que escreveu a orelha do livro, fazendo perguntas à autora Julia Portes.


          Ponto alto do lançamento foi a leitura de vários trechos do livro, começando por Caio Riscado, seguido pela atriz Soraya Ravene.


          A atriz, roteirista e autora, Julia Portes, foi a terceira a ler trechos do livro.


         Momento emocionante ocorreu quando esta, após a leitura, chamou à mesa sua mãe, dramaturga Denise Portes, muito aplaudida ao final.


       Encerrando a leitura e o bate-bate, o público formou enorme fila para receber dedicatória no livro, cumprimentar e tirar fotos com a autora.


       Enquanto a longa fila aumentava, foi servido coquetel com espumante, que coroou com chave de ouro o badalado momento.


        O livro “O Céu no meio cara” vai virar peça teatral e já tem elenco definido, contando com a atriz Soraya Ravene e a atriz e autora Júlia Portes. A direção será de Caio Riscado, com estréia prevista para 2023.


        "A escolha das palavras , como quem manipula os pincéis . As páginas são coloridas à procura de um rosto , uma imagem conhecida e, ao mesmo tempo, assustadora; como quem, feito Mirinha, sabe que o limite da pele é o mundo.” (Caio Riscado, Professor, pesquisador e performer).


        "Pena que Paulo Gustavo criou minha mãe é uma peça primeiro ", diz a autora, que vai transformar o livro - já bem sucedido - em peça teatral e filme.

























Lançamento do livro O Céu na sua cara, de Julia Portes, na livraria Travessa, em Ipanema, Rio de Janeiro, na segunda-feira, 12 de dezembro de 2022, às 19h. Takes do lançamento e e entrevistas. Abertura e imagens --- Kadu Flu e Arthur Benevides entrevistas --- Kadu Flu e Arthur Benevides edição --- Kadu Flu










quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Lançamento da obra de Julia Portes promete agitar Livraria da Travessa em Ipanema

 

              

O Céu no meio da cara é o primeiro livro da atriz e roteirista



            A  Atriz e roteirista Julia Portes lança o livro " O Céu no Meio da Cara ", da editora Nau, na Livraria da Travessa, em Ipanema, na segunda-feira, 12 de dezembro, às 19h.


         No lançamento a atriz Soraya Revene e o professor e performer Caio Riscado farão uma leitura de trecho do livro inédito da autora.

           A autora Julia Portes, também participará da breve leitura com a atriz Soraya Ravenle e o performer e professor Caio Riscado, este último responsável pela orelha do livro.



         Júlia Portes é formada em Artes Cênicas pela Universidade Cândido Mendes. A roteirista e escritora começou no Teatro em 2004, entrando para a escola de teatro O Tablado de Maria Clara Machado. A atriz fez sua estreia no cinema com o filme de Domingos de Oliveira, “O Primeiro dia de um ano qualquer”.


             A atriz também já ganhou prêmios de melhor atriz e melhor texto com o monólogo de sua autoria “É Sobre Você Também” , no Festival de Teatro do Rio com o espetáculo e foi indicada a melhor atriz e melhor espetáculo no Festival Niterói em Cena.


          Em Julho de 2017, estreou a peça “É Sobre Você Também” na Casa Rio e ficou em cartaz nos meses de agosto, setembro e outubro. Em novembro de 2017, entrou em cartaz com a peça “Essa coisa que a gente não sabe o que é, mas desconfia” também de autoria da atriz e direção de Ignácio Aldunate no teatro Café Pequeno. A peça ficou em cartaz até Janeiro de 2018 e reestreou em Abril no Teatro Sérgio Porto.


          “ Em seu livro de estreia, Júlia Portes nos surpreende com uma prosa frugal e envolvente, capaz de fazer rir e chorar sem virar a página. A narrativa dramática e dinâmica vai descortinando detalhes e segredos das histórias de vida de mulheres unidas pelo laço mais primário da espécie humana: a maternidade. Com humor ácido e irreverência corajosa na abordagem de temas tabu, é um entretenimento garantido enquanto cala sério em sua busca pelo significado das experiências. " , revela Caio Riscado.


           " Escrever tem sido tentar encontrar os gestos. descubro um gesto e todo o entorno vai se montando. é delicado, mas exige um esforço danado. Esta é minha grande notícia: escrevi um livro durante o ano de 2021. é mentira. todas essas palavras estão sendo escritas desde antes de eu estar aqui nesse corpinho, nesse mundo. eu coletei, fui anotando e montando o enredo. são 3 vozes, 3 personagens, uma delas fala apenas através das outras. Quero tanto que as pessoas leiam, quero ler pra todo mundo. estou radiante, nunca experimentei uma alegria tão grande como a de colocar palavras no mundo. Um dos gestos desse texto é um velório e dedico a todas as pessoas que não puderam ter os seus velórios nesse período. " conclui a escritora Julia Portes


      O lançamento do livro "O Céu no Meio da Cara” acontece livraria da Travessa, de Ipanema, às 19h, no dia 12 de dezembro, de 2022. Às 19:30 a autora, Soraya Ravenle e Caio Riscado farão uma leitura e bate-papo com o público.

            



RELEASE – LANÇAMENTO

O CÉU NO MEIO DA CARA

  

Autor: Júlia Portes

Número de páginas: 92

ISBN: 978-65-87079-87-5

Editora: NAU Editora

Formato: 12,5 x 18,5 cm

Acabamento: Brochura

Preço de capa: R$ 45,00

1ª edição, 2022

Peso: 114 g

 

" Em seu livro de estreia, Júlia Portes nos surpreende com uma prosa frugal e envolvente, capaz de fazer rir e chorar sem virar a página. A narrativa dramática e dinâmica vai descortinando detalhes e segredos das histórias de vida de mulheres unidas pelo laço mais primário da espécie humana: a maternidade. Com humor ácido e irreverência corajosa na abordagem de temas tabu, é um entretenimento garantido enquanto cala sério em sua busca pelo significado das experiências.


Podemos dizer que O Céu no meio da cara é um tipo de Memento mori à brasileira. A partir de uma ética vitalista, trata da ferida aberta da condição humana (ou mais exatamente, da condição das mulheres), numa sociedade em que o arcaico patriarcal e o feminista libertário compartilham a mesma carga genética através das gerações.

“A ideia de ter o céu no meio da cara só pode ser suportada por aquelas que se percebem dispostas não só para as mudanças naturais das estações, mas também para os rompantes inexplicáveis do tempo. A vida, essa coisa triste-linda, além de se orientar pelas transformações esperadas, como o ganho de idade, por exemplo, está cheia de canais em que a programação foi suspensa. São esses episódios que foram cancelados por motivos diversos, que não ganharam o grande público e permaneceram no interior das relações miúdas, que Júlia Portes observa e, assim como Carmelita, narra com mãos fortes que parecem mais velhas do que ela.

Na trama – e aqui a palavra não sugere somente a sucessão de acontecimentos que constituem a ação da obra – acompanhamos duas personagens que insistem em fazer do passado uma espécie de bússola para reprogramar o presente. Na trama, ou seja, na doença enrolada dos fios, na atividade obsessiva de encontrar os nós (por prazer de se ver presa neles) para, em seguida, confiar nos problemas, é que somos apresentadas a um conjunto de memórias que só é possível porque supera o nostálgico lugar da lembrança. Nesse sentido, Laura e Carmelita, neta e avó, amarram mais do que desatam, contam do que já foi para sinalizar, sobretudo, que não há futuro sem recuo. A memória, então, ganha contornos de um contratrabalho: exercício de elaborar listas do que se perdeu, mas não para lamentar. Ao contrário, para localizar o que ainda pode ser perdido no “aqui e agora” que se multiplica.

A morte, essa coisa apavorada-calma, desencadeia nas personagens um falatório que termina por revelar aquilo que fingimos não ver: sua inesgotável potência de vida. A filha Marília, a cidade de Manduim, os palhaços, o mar, corpos e paisagens que são continuamente maquiados para preencher os buracos do que escapa, mas não some. O céu no meio da cara porque os defuntos continuam iluminados. São como estrelas: objetos distantes, mas, ainda assim, brilhantes. Em seu livro de estreia, Júlia Portes escolhe palavras como quem manipula pincéis, colore as páginas à procura do desenho de um rosto: uma imagem conhecida e, ao mesmo tempo, assustadora; como quem, feito Mirinha, sabe que o limite da pele é o mundo.”


Caio Riscado
Professor, pesquisador e performer



SOBRE A AUTORA:

Júlia Portes é atriz e roteirista. Formada em Artes Cênicas, escreveu e atuou nas peças: “É sobre você também” – que lhe rendeu os prêmios de melhor texto e melhor atriz no Festival de Cenas do Rio –, “Felizes mortos” e “Essa coisa que a gente não sabe o que é mas desconfia”. É integrante do núcleo de criação e pesquisa Brecha. Seu trabalho mais recente com o grupo foi a peça-filme “Já não somos doces”, realizada através da Lei de Incentivo Aldir Blanc. Júlia ministra oficinas de criação e escrita e já esteve em mesas de criação de roteiro. Este é seu livro de estreia.



Mais informações:

https://naueditora.com.br/