terça-feira, 25 de março de 2025

Sarau do Kadu Flu 2025: Um Evento Antológico!!!

o Badalado evento aconteceu na produrora Film In, em botafogo



      No sábado, 8 de março de 2025, às 20h, a produtora Film In, em Botafogo, recebeu o Sarau do Kadu Flu 2025, um evento que foi um verdadeiro sucesso. Esta foi a 5ª edição do Sarau, que teve seu início em 2015 na produtora Kreatori, em Laranjeiras, hoje sediada na Europa. O evento sempre ocorre no dia 8 de março, coincidindo com o Dia Internacional das Mulheres e o aniversário do produtor cultural Kadu Flu.

     Uma hora antes do início, o estúdio da produtora já estava lotado com artistas animados fazendo passagens de som. O espaço havia sido transformado num palco de show com uma linda cortina de teatro e equipamentos de som comandados pelo técnico de som e instrumentista Lupa.

     Às 20h30, o músico Ivan Fonseca iniciou o evento tocando a música instrumental "Fourth Rendez-Vous" de Jean-Michel Jarre. Em seguida, anunciou no alto-falante a entrada do apresentador Kadu Flu, que deu as boas-vindas ao público e fez uma breve introdução. Kadu Flu chamou então o cantor Dan Figueiredo para a primeira apresentação do evento.

    Dan Figueiredo, com seu talento no estilo astro teen, cantou com sua guitarra a música autoral "Vênus", lançada recentemente nas plataformas musicais, e em seguida interpretou "Vou Deixar", do Skank, recebendo aplausos do público presente.

    Naum foi o segundo a se apresentar, cantando "Luzes da Cidade" e "Agora Eu Sei", músicas de Helena dos Santos, autora de sucessos de Roberto Carlos, incluindo o hit "Luzes da Cidade", elogiado por Barry White, que animou o público.

    Rodrigo Gallo, o terceiro a se apresentar, cantou "The Blues in My Vein", "Beautiful Woman" e "Podia Ser Pior", músicas autorais, brilhando com seu violão elétrico.

   Mandarino, um dos mais estilosos, apresentou uma grande performance cantando "Corsário", de Aldir Blanc e João Bosco, e "Tatuagem", de Chico Buarque, sendo muito aplaudido pelo público.

     Munique Mattos cantou "Minha Missão", de Paulo César Pinheiro e João Nogueira, e "Maria Maria", de Milton Nascimento, recebendo elogios do público.

    Isaac de Moraes, um dos grandes destaques, músico representando o Guitarra Virtual, cantou músicas autorais e acompanhou diversos artistas no evento.

   Kadu Flu cantou "Lanterna dos Afogados", dos Paralamas do Sucesso, e "Maluco Beleza", de Raul Seixas, acompanhado do guitarrista Isaac Moraes e também de Felipe Fil na guitarra na música de Raul Seixas.

    Dan Figueiredo e Kadu Flu fizeram um lindo dueto, cantando "Será", do Legião Urbana, em uma grande performance improvisada, surpreendendo o público com a harmonia entre o vocal e a guitarra de Dan Figueiredo e a performance de Kadu Flu.

      O músico João Gabriel cantou músicas como "Por Que Não Eu", de Leoni/Herber Viana, e "Me Liga" e "Preciso Dar um Jeito", de Erasmo/Roberto Carlos. Ele também fez um manifesto anti-fascista, homenageando e cantando a música tema do filme vencedor do Oscar 2025, "Ainda Estou Aqui".

   Natália Glanz, com sua linda voz lírica e acompanhada do músico Rodrigo Pita, cantou "Refúgio" e "Imaginação", sendo muito aplaudida.

   A atriz Manu Pfeifer cantou "Cowboy Fora da Lei", de Raul Seixas, e "Carla", de LS Jack, acompanhada do músico e guitarrista Felipe Fil.

    Felipe Fil cantou a música autoral "Momentaneamente (Soo)", "Gostava Tanto de Você", do Tim Maia, e "Sunday Morning", do Maroon 5. Ele também acompanhou a atriz Manu Pfeifer em suas canções e participou do trio de "Maluco Beleza", de Raul Seixas, ao lado de Kadu Flu e Isaac Moraes.

     A poetisa Clara Pecoreli recitou poesia de sua autoria.

     Denise Moura, com seu instrumentista Djan no violão, cantou "Preciso Respirar", de sua autoria, e "O Bêbado e o Equilibrista", de Elis Regina.

     Villaça, com seu rap denúncia, cantou e tocou guitarra a música de sua autoria "Minha Canção Favorita".

     Gustavo Adolfo de Medeiros Bruver recitou com maestria o poema de sua autoria "Quarto Bagunçado".

   Ivan Fonseca cantou com o guitarrista Isaac de Moraes a música "Lembranças e Sua Maneira".

  Pat Barata, com seu vozeirão, cantou "Mercy on Me", da Christina Aguilera. também sendo muito aplaudida.

      Ariel Souza cantou e surpreendeu cantando "The sound of silence ", de Simon&Garfunkel, muito elogiado também pelo animado público.

     Dan Figueiredo levou o público ao delírio cantando e tocando na guitarra "Viva la Vida", do Coldplay.

     Marysa Alfaia, grande talento, incendiou o público com as músicas "Coisas do Destino", "Guerreira Brasileira" e "Lança-Perfume", colocando todo mundo para dançar.

     O cantor Wes fechou o evento com as músicas "Amor Acidental", "Amor de Segunda" e "A Mamada Secreta", levando o público à loucura e muitos risos e aplausos ao final.

    O apresentador do evento, Kadu Flu, fez as palavras finais, e foi exibido um vídeo do pianista Vitor de Lemo Alexandre no telão. Em seguida, Kadu Flu chamou Vitor ao palco para uma homenagem, que proferiu algumas palavras. Por último, chamou o cineasta Gabriel Fato, que estava na câmera registrando em vídeo o evento e fez um lindo discurso que emocionou a todos.

     Após os discursos finais, o produtor do evento e apresentador do mesmo finalizou oficialmente o 5º Sarau do Kadu Flu e terminou numa grande festa ao som de "Parabéns da Xuxa", com todos dançando, e abriu-se o karaokê que seguiu noite adentro.


      "No palco, houve cantores que apresentaram composições de próprio punho e outros que apresentaram músicas consagradas. Em sua maioria, músicas em português, mas eu me lembro de um jovem cabeludo e magro cantando, de forma maravilhosa, músicas americanas acompanhadas por uma 'orquestra' cabida inteira em um pendrive, coisas da modernidade. Outros trouxeram consigo instrumentistas e fizeram música da forma mais tradicional, mas sem se afastar do tom jovial da noite. Houve até uma manifestação anti-fascista com direito a homenagem a mãe (avó, não lembro) e a Eunice Paiva. Foi uma reunião de talentos no palco e um público caracterizado pela diversidade", analisa o poeta Gustavo Medeiros.

    "O Sarau do Kadu Flu foi um sucesso! Grande produtor cultural e artista, Kadu comemorou seu aniversário dando espaço para a arte, até de quem está começando. Estive lá apresentando minha composição autoral 'Soo', combinada com uma interpretação de um Soul do grande síndico Tim Maia, que animou o público.

     Também acompanhei a atriz Manu Pfeifer, que se superou nesse dia como cantora. É de família! Destaques também à coragem de Mandarino, o protesto de João Gabriel, o suíngue de Naum e à veia MPB de Monique Mattos.

     Roubaram a cena também os alunos do Espaço de Artes Patrícia Evans! Sobretudo a revelação vocal Pat Barata e o rap denúncia com violão do compositor Villaça ", conclui o músico Felipe Fil.

Canal Arte Tudo




SARAU DE ANIVERSÁRIO DO KADU FLU


Kadu Flu, tricolor, advogado, ator, diretor, roteirista, pizzaiolo amador e sabe-se o que mais fez na vida, tem o costume de oferecer um sarau em Botafogo, na Rua São Clemente, para os amigos e para amigos dos amigos e assim por diante. Um presente generoso que ele dá ao público de arte e cultura todo ano sem pedir nada em troca. Ao seu chamado, veio uma série de artistas, na sua grande maioria cantores e instrumentistas talentosos. Alguns deles são nomes históricos da música popular brasileira, mas que hoje não estão aparecendo mais na grande mídia. Todos eles encontram repercussão nas redes sociais e na internet, deixando a velha mídia com vícios e interesses para trás. O mundo está mudando e as pessoas estão vendo cada vez menos TV e ouvindo menos rádio, mas estão apreciando a arte cada vez mais por meio do computador e do celular.


No palco, houve cantores que apresentaram composições de próprio punho e outros que apresentaram músicas consagradas. Em sua maioria, músicas em português, mas eu me lembro de um jovem cabeludo e magro cantando, de forma maravilhosa, músicas americanas acompanhadas por uma “orquestra” cabida inteira em um pendrive, coisas da modernidade. Outros trouxeram consigo instrumentistas e fizeram música da forma mais tradicional, mas sem se afastar do tom jovial da noite. Houve até uma manifestação anti-fascista com direito a homenagem a mãe (avó, não lembro) e a Eunice Paiva.


Foi uma reunião de talentos no palco e um público caracterizado pela diversidade. Ao meu lado no sofá, sentou-se uma mulher trans. Em outro momento, fiquei sentado ao lado de uma senhora de mais de 90 anos. Na frente, sentados no chão, em almofadas, jovens de vinte e poucos anos. Muitos deles eram artistas que iam se apresentar e outros apenas espectadores.


Vou-me permitir deslocar o centro da atenção da festa para uma experiência pessoal. Este é o super-poder arbitrário de quem escreve: fazer o que quiser com sua escrita. Eu confesso que me senti um estranho no ninho ao apresentar meu modesto poema: “Quarto Bagunçado” em meio a tantos músicos. Felizmente, encontrei meu amigo Wes Pharés, que me cumprimentou pelo poema, e seu carinho me fez sentir acolhido. Eu disse que lamentava não poder ficar para vê-lo se apresentar e reforcei isso no Instagram; eu tinha que pegar o metrô antes que a estação fechasse, e ele me respondeu: “Meu amigo! Hoje foi o dia de eu assistir seu show! Pode deixar que assim que tiver um novo local para me apresentar, te aviso aqui!! Obrigado pelo seu apoio!!”. Fiquei comovido com essas singelas palavras. Não sou suspeito em dizer que Wes é talentoso, “uma verdadeira esmeralda perdida no fundo do mar” ainda não encontrada pelo grande público, porque eu me tornei amigo justamente por admirar seu talento ao vê-lo no Sarau do Beco das Letras. Wes tem composições próprias que combinam criatividade, belas melodias e humor. O mundo será muito injusto se ele não receber a consagração que merece. Tenho certeza de que para cada artista famoso existem milhares de artistas de igual talento ou maior que não receberam o holofote que mereciam.


Curiosamente, o ponto alto da noite, até o momento em que fiquei, nem foram os cantores com as belas músicas, mas a animação do aniversariante Kadu Flu pela energia contagiante que apresentava os artistas, pela desenvoltura com que se envolvia com outros artistas e pelos abraços, mostrando-se um verdadeiro “showman”! Agradeço por nos presentear com estas manifestações artísticas, Kadu. Parabéns e saudações tricolores!

Gustavo Adolfo Medeiros